COMENTÁRIOS SOBRE O PROJETO ACERCA DA
LEGALIZAÇÃO DAS CASAS DE PROSTITUÇÃO – 15/01/2013
Equivocam-se os que não reconhecem a
existência de um proletariado subjacente, em que pese as relações de poder
presentes nas estruturas dominantes do Estado brasileiro, que é laico quando
convém ser, mas que é moralista conforme a tradição èvènementielle prescreve e determina.
Ora, o Brasil é uma República corrompida e
prostituída! os "filhos" da
nação brasileira, o proletariado tupiniquim,
são herdeiros de relações pervertidas, onde as prostitutas desempenharam um
papel [triste papel] de ter de criar os [híbridos] filhos bastardos.
A "puta"
e "santa" tiveram que
conviver sob o mesmo teto por séculos no Brasil, moldando o caráter contido no imaginário
social e político em toda a ambiência da categoria “gênero” neste dito “tropico dos pecados”: uma explicação
adicional para esta ambivalência comportamental.
Negar o Direito de ver corrigidas
injustiças seculares praticadas pelos "proprietários
do Estado brasileiro", que não dividiram corretamente o poder "republicano" com as vítimas do
nosso "leviatã", é o mesmo
que permitir permanências históricas, como a escravidão, analogamente circunscrita
ao expediente em tela: a exploração (sexual) dos filhos sem pai (nem mãe). Só
Getúlio tentou cumprir essa função (de
pater família / pai / chefe de família), dando ao nosso proletariado uma
legislação [trabalhista], em 1943, através da CLT (Consolidação das Leis
Trabalhistas). Segundo alguns, compilado textualmente a partir da Carta Del Lavoro do fascismo italiano.
Acusado de fascista, Getúlio convocou os trabalhadores
a se aproximaram de um governo centralizador e por isso eram cognominados “pelegos”. Seus críticos sentenciaram sua
presença e postura personalista no Estado brasileiro enquanto “pai dos pobres e mãe dos ricos”. Uma pergunta
que não quer calar: Seriam os pelegos os prostitutos(as) de hoje? Com a palavra
a classe política!
Diria que todos continuamos órfãos de pai e
mãe. Nos resta o consolo de assistirmos alhures, em sessão solene do Congresso Nacional, a aprovação de um
projeto que determine o fim da hipocrisia
no Brasil. Parabéns ao deputado federal Jean Wylliys.
Abisaí Leite - Professor de História
Especializado em História do
Brasil (UCAM)