Mostra "Africanidade"

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CIEP 075 - Brizolão Jardim Cabuçu

Africanidade - Brizolão J. Cabuçu

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sábado, 7 de março de 2015

O poder e as classes: uma complexa distribuição



O poder e as classes: uma complexa distribuição 

Talvez agora com o desenho entendam melhor
  Um artigo singelo e despojado de qualquer vaidade. Amo a minha mãe e a todas as verdadeiras Amélias do Brasil e do mundo. Trabalhadores (e trabalhadoras!!!) do mundo, unamo-nos...hoje, mais do nunca...E SEMPRE. VIVA A MULHER E AS SUAS LUTAS HISTÓRICAS CONTRA TODAS AS FORMAS DE OPRESSÃO E TORTURAS.

      Vamos lá:
       Tal "engenharia” e estratificação social não é tão simples...trata-se de uma engrenagem "política"...em matemática e física (microfísica, diria M. Foucault) os números desempenhariam um enorme fascínio, posto em jogo diante das relações de poder entre os seres humanos, com suas infinitas descompensações límbicas e sensoriais, no tocante à esfera ético-estética. Explico: Historicamente falando, entre os gregos, ócio era algo reservado às elites. Na Modernidade, o ócio foi peremptoriamente "negado", surgindo, por assim dizer, sua antítese e na contemporaneidade, sua síntese: NEGÓCIO (negar o ócio). Vejam o papel da Revolução dos Preços (revolução comercial) e as mensurações orquestradas pela incipiente burguesia, que àquela altura se utilizava (manipulava/controlava) a mais-valia absoluta.

      Amiúde, a "evolução industrial" e a conseqüente Revolução Industrial inglesa (+-1760), mitigou ainda mais as classificações sociais através da mais-valia a essa altura já "relativa", isto é, com o emprego de técnicas mais sofisticadas de processamento, distribuição e acúmulo de capitais, através da superexploração da classe trabalhadora e submissão do trabalho às novas regras contratuais, que não incluíra quaisquer direitos trabalhistas e/ou de participação política ao insurgente lumpem-proletariado. Foi preciso, doravante, quebrar máquinas (ludismo) e conscientizar os operários nas fábricas e falanstérios (cartismo). O Deus judaico-cristão foi guilhotinado "simbolicamente" pela burguesia financeira francesa, não sem antes cooptar boa parte da nobiliarquia (fulliers). Daí, talvez se possa explicar o quê estaria ocorrendo com as novas etapas desse processo em relação à mais-valia internacional e seus desdobramentos aqui no "trópico dos pecados"...tudo aqui é permitido em nome de uma moralidade pernóstica, posto que deformada pelos projetos "degenerados” de república.

     Os positivistas ganharam a contenda e os militares assumiram o poder, com um golpe de Estado contra uma monarquia já moribunda. Assumiram o controle os republicanos, que nada de republicano possuíam ou acreditavam, senão no soerguimento de uma plutocracia irresponsável com a coisa (res)  pública, já que odiavam a nossa arraia miúda, sobretudo os negros, os nossos índios e os mestiços. Estes eram criminosos em potencial e deveriam ser perseguidos e caçados pela polícia política, que seguia entusiasticamente os apelos de teóricos daquele Estado policialesco, que punha em prática o que diziam Garófalo, Cesare Lombroso, Nina Rodrigues e Afrânio Peixoto, os mais afamados penalistas do limiar do século XX _ mas com as mulatas...ahhh, com elas queriam estar [na cama!]. A "puta" e "santa" habitavam uma mesma ambiência psíquica, o que determinava um estado comportamental ambivalente no seio da família nuclear. Pedofilia e violações de gênero? Estes temas eram pouco conhecidos, e, porquanto disso sequer aludidos nos tribunais.

     A tudo nos roubaram. Até mesmo as consciências, prejudicadas pela desnutrição, doenças e ignorância (eles próprios, aí inclusos). Isto mesmo, produzimos, também, uma elite rica poderosa economicamente, mas iletrada e sem caráter e sem escrúpulos, isto é corrupta. Em outras palavras, nossa burguesia tupiniquim faz com o 'público', aquilo que a burguesia financeira (de ontem e mesmo as de hoje), fazem na [vida] privada. Só que nos centros [europeus] eles se resignaram e, não raro, se envergonharam, ante a exposição dos seus malfeitos “publicizados” e expostos àquelas comunidades que preservaram, identidades e nalguma medida, o traçado percorrido em nome das lutas travadas por seus antepassados, ungidos pelas tradições consuetudinária, e folclórica, diria.

    Em nossas identidades e atitudes comportamentais não se apresentam sinais de consciências individuais, tampouco  memória coletiva, quiçá até os dias atuais, a despeito dos esforços da Nova República (1988). Não temos vergonha dos malfeitos e de atos indignos praticados. Ao contrário: há casos em que se sustentam o orgulho por práticas delituosas, desde que se produzam numerários conformes à manutenção/aquisição/preservação do status quo. Não é à toa que "ostentação" é palavra de ordem entre os mais jovens, manifesto pelo "funk ostentação" e pelas atitudes de alguns "artistas" e "modelos" que se exibem nas redes sociais e nos enfadonhos reality show's.

      POR ISSO O SLOGAN "BRASIL PÁTRIA EDUCADORA" VEIO EM BOA HORA. Não nos esqueçamos da necessidade da criação do nosso sindicato nacional (e utópico!!!) de PROFESSORES.

     Asta la vista, prezados colegas...que os futuros advogados atuem  na defesa dos interesses dos mais carentes e despojados de valores tão aviltantes, que, afinal, ainda nos indigna em empobrece enquanto nação!

                                                       FELIZ DIA DA MULHER
Prof. Abisaí Leite
SEEDUC –RJ
COLÉGIO CASTRO & SILVA – SOMEC (Campus Campo Grande/RJ)
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

  Rio de Janeiro, 29 de outubro de 2014.

Um golpe contra a ditadura (do mercado): o Brasil pede passagem


  Prezados amigos(as)

   Ao que nos parece, existe um clima propício às discussões políticas neste momento. O texto base traz um balanço das principais correntes historiográficas que aborda com legitimidade os desdobramentos da conjuntura pós-golpe de 1964. De fato, conforme destacou o professor João Marcelo ao abordar um belo texto base “Golpes e Ditaduras na América Latina”, muitas respostas precisam ser dadas à sociedade em que pese as responsabilidades sobre o período em que diversas correntes ideológicas assumiram o risco de se colocarem frontalmente contra o regime ditatorial e de pagarem, não raramente com a própria vida, na defesa de seus ideais. Vivia-se um momento de intranquilidade e angústia, no Brasil e na América Latina.
    Nesse sentido, cabe dirigir nossa atenção à rede de relações que projetaram o Brasil ao desfecho que encerrou um dos capítulos mais dramáticos da História recente do Brasil: a ditadura militar que, por 21 anos, silenciaram as nossas vozes e abalaram os alicerces das instituições nacionais, através de uma virulenta e agressiva ação contra os interesses dos que defendiam (e defendem!) o Estado de direito e as liberdades de expressão, opinião e de democracia nas relações sociais.
     Aos fatos:
Conforme salientou A. Dreifuss, o complexo IPES/IBAD (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais / Instituto de Ação Democrática) montado por empresários de São Paulo e do Rio de Janeiro, vinculados aos interesses estadodinenses no Brasil, tratou de forjar toda uma atmosfera ideológica concorrente aos que advogavam, por princípio, as “causas populares” e os “comunismos” (fossem lá de quais matrizes e orientações estivessem filiadas). Para isso, patrocinava cursos de formação sobre ciência política e social, como forma de combater as pregações da Reformas de Base, tão em voga durante o período Goulart (Educacional, política, Agrária, etc). Desta forma, a grande imprensa, setores do empresariado, categorias profissionais, Igreja Católica, entre tantos outros segmentos, fizeram parte do esquema.  
     Também vieram observadores internacionais, que ao detectar o desmantelamento do bloco histórico “populista”, desenvolveram a estratégia de montar, deliberadamente, ações da burguesia nacional e estrangeira para conter a qualquer custo, o avanço de ideias que se contrapusessem a inserção norte-americana e seus consorciados na fundação de novo bloco de poder, apoiados na ideologia de fundação dos militares (ver. positivismo).
     Não existem interpretações unívocas a respeito do ideário dos que interpretaram os principais fatos do período de chumbo. Ao contrário, cisões importantes e de significado impactaram ambiência da pesquisa historiográfica, e, por força de tais digressões teóricas, novos desafios batem à nossa porta, exigindo de maior compromisso com “a verdade” em suas nuances e idiossincrasias.
      Por exemplo: Considerando os intelectuais orgânicos locais associados ao esquema (brasileiros, sobretudo do RJ e SP) não gozavam de inteira confiança do complexo IPES/IBAD, pelo menos isoladamente. Por isso alguns europeus e americanos também participaram. Da França o IPES trouxe a militante escritora de direita Suzane Labin, que proferiu conferências sobre as ”Táticas de infiltração comunista e a Guerra política”, para as mais variadas plateias em vários lugares do Rio e São Paulo, como a ADESG, a ESG, o Centro de Indústrias do Rio de Janeiro, o Sindicato dos Armadores, o Colégio Santo Inácio, O Teatro Municipal, O Colégio Makenzie, etc. Ou seja cooptação e o aliciamento promovido pela elite orgânica ligado à burguesia era um expediente que motivou os grupos de esquerda a articular ações correspondentes que demarcaram os campos e áreas de ação revolucionária, já que o golpe foi tramado e forjado com boa antecedência (1961, período da conspiração contra Goulart).
     Passado o período exceção, fez-se necessária uma síntese dos acontecimentos. Muito importante destacar a enorme produção literária que nos possibilitou entender melhor as reais circunstâncias porque passaram os que vivenciaram (e militaram!) lado a lado, o mesmo em lados distintos, em que pesem a leitura que os diversos grupos de ativistas políticos fizeram daquele turbulento processo. Caso de Daniel Aarão Reis Filho e Jacob Gorender.
     É preciso ainda desmistificar algumas lacunas que ainda persistem ainda nos dias atuais, a saber: Na obra Prisioneiros do Mito (2002), Jorge Ferreira tece comentários acerca da forma como os comunistas históricos (PCB) encaravam a realidade vivenciada e como tratavam os adversários políticos/ideológicos, dentro dos marcadores de suas respectivas orientações doutrinárias.  Aqueles não comungassem do suas postulações, eram classificados como “traidores da causa”. Exemplo: “para os revolucionários brasileiros discípulos de Andrei Jdanov, ou o intelectual seguia o modelo exemplar de George Politzer ou, então, ele não era um intelectual consequente e digno de confiança”. (FERREIRA, 2002, p. 190).
       Não pretendendo esgotar a complicada “engenharia política” que precisamos nos ater, gostaria de ressaltar que, pelo que estamos vendo, muito pouca coisa mudou daqueles tempos para cá. Haja vista a [histórica] resistência do Congresso Nacional em aprovar Reformas Substantivas na esfera pública, seja a Política, seja a Tributária, sejam as outras tantas que colocaria o Brasil entre os países já civilizados, sem no entanto se submeter ao “efeito demonstração” norte-americano.
      Acabamos de eleger uma ex-guerrilheira para o maior posto de nossa República: Dilma Rousseff. Filiada ao trabalhismo brizolista, Dilma é hoje uma das mais importantes lideranças de hoje na América Latina, juntamente com Lula. Noutros tempos, por certo, tivera sido apontada como perigosa terrorista pelos responsáveis pela interrupção do que se convencionou denominar período populista, na visão de um escolado cientista político, ironicamente filiado ao Partido dos Trabalhadores e depois “cooptado” pela escola uspeana dos intelectuais fundadores do Partido Social Democrata Brasileiro, Francisco Weffort.
      Complementando...
      Quanto a Reforma Política, o vice-Presidente derrotado da chapa do PSDB nas últimas eleições (26/10/2014), o Senador por São Paulo Aloysio Nunes, manifestou-se contrário, em efusivo pronunciamento na Tribuna do Congresso Nacional, ao mesmo tempo em que atribui, tacitamente, ao escrutínio das redes sociais, o fracasso das urnas.  
      Já um outro intelectual, Emir Sader, em entrevista concedida à Band News, ontem (28/10/2014), afirmou que com a reeleição de Dilma Rousseff, a perspectiva de fortalecimento de uma economia SUL-SUL e uma interface cada vez maior com o BRIC’s, nos tornarão menos vulneráveis aos ataques especulativos dos mercados. Para ele “Ganhou a America Latina, que continuará a ter no Brasil um grande aliado. Ganhou o Sul do mundo, que poderá avançar nos acordos e nas conquistas dos BRICS para a construção de mundo multipolar. Ganhou o Brasil, que segue sua luta para se tornar um país justo, solidário e soberano”.
      E nós, o que faremos para entrar na discussão? Apoiamos ou refutamos a proposta enviada ao CN pela presidente eleita? Deveríamos pregar maior empoderamento aos Conselhos, Organizações Sociais e entidades do Terceiro Setor como forma de promover a consulta popular? Plebiscito ou Referendo?
      Defendo o plebiscito.

      Abisai Leite – professor de História / SOMEC (Campus Campo Grande)

     CIEP-075 (Jardim Cabuçu)   

sábado, 5 de abril de 2014

Para Que Desesperar?

PARA QUE DESESPERAR?
(escrito em 1987)

Que tanta morte é essa?
Que tanta gente sem sorte!
P’ra quê desesperar...desperta no bosque
Tome um conhaque ou uma pinga no mel
Ou siga o riacho, de balsa ou caiaque
Ou pega essa trilha e saia da ilha.

Que tanta pressa é essa?!
Que tanta pança vazia!
P’ra quê desesperar...esse chão é teu:

LUTE!

Dê um chute nos golpes...tome um gole , mas não se mate [não te negues!]
Nem se pegue em tentação.
Assombração não existe!
O que de certo tem, é a solidão.
Aquela do fundo da mente... a que fere o coração:

A ALMA!

Que tanta falação!
Zumbidos de fadiga...é o corpo que cansou;
É o mundo que pariu
Mais um órfão da preguiça...preguiça de pensar:
No AMOR, não na vingança.
Na SALVAÇÃO, não na matança.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

O Estigma Collor - um caso para o Facebook


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Roberto De Oliveira Vicente Até parece que este teatro todo é ético .
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Babi Negrone teatro mesmo
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Paulinho Pace "MINHA GENTE"... kkkkkkkkkk rir pra não chorar...
há 15 horas · Curtir · 1
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Andrea Valverde pqp,kkkkkkkkkkk
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                                                       O Estigma Collor
       Tá tranquilo...o FH disse há exatos 14 anos que, "no Brasil a ÉTICA precisa ser 'elástica' ". Para os que se esqueceram, venho por meio deste lembrar _ e este é o ofício do qual me alimento e orgulho-me em desempenhá-lo com eticidade e respeito, seja por recomendação do companheiro Marc Bloch (Revista Analles), seja por convicções empíricas, posto que "ao historiador cabe lembrar os fatos que os outros tendem a esqueceram".
     Pois bem: o Collor caiu...o governo, no entretanto permaneceu, sob o "cajado" e comando do Vice (Itamar). Não houvera o impedimento (fato!); ante a "fortuna" e o previsível ostracismo no terreno político, socorreu-o a faculdade da renúncia. Espertinho ele, não é mesmo?! Note-se que não houve, em tempo algum, queda do governo, a despeito da insolvência do Estado brasileiro, àquela proporção e "virtu". As instituições sobreviveram a toda àquela avalanche fática.
     Lembro ainda que todo o processo se deu a partir do estreitamento administrativo _e político_ com o então governador do Rio de Janeiro, o engenheiro Leonel Brizola, sobretudo ao apresentar as suas propostas para Educação Nacional, em curso sob a batuta do Antropólogo funcionalista Darcy Ribeiro (que à época, acumulara o cargo de Secretário de Educação e Vice-governador do RJ). Pois bem: o Executivo da Pasta do Ministério da Educação, Carlos Aberto Chiarelli, resolvera então atender as sugestões apresentadas pelo governo do Rio de Janeiro, implantando o sistema de horário integral para Educação Fundamental e um modelo de assistência integral à família e comunidades do entorno dos Centro Integrados de Assistência à Criança (CAIC's), no bojo do "Projeto Minha Gente" em todo o território nacional, a partir dos estados considerados mais carentes, sobretudo do ponto vista nutricional e aspectos tangentes, como cobertura em Saúde Pública e Assistência Social (saúde coletiva e de prevenção / IDH). O Piauí fora contemplado como o piloto do programa, exatamente por tais condicionantes após tabulações coletadas e profundo estudo casuístico.

      Doravante, o Congresso Nacional, atendendo ao chamado "das ruas", encabeçado pelo presidente da UNE, o idealista e visionário Lindberg Farias, mais os "fronteiriços e ingênuos caras pintadas" _ leia-se mídia, grande imprensa e consorciados, decidiu pelo "impeachment" do Presidente da República, o senhor Fernando Collor de Mello, por corrupção e outros bichos.
     AQUI PARA NÓS: ÉTICA É O CARALHO!
     Hoje, ao que nos parece, retornara às câmaras técnicas mais respeitáveis, na malha do leviatã tupiniquim, desempenhando as mais difíceis tarefas públicas...o cara amadureceu e estabilizou seus compromissos estéticos. Conquistou, com suas tem(rrí)íveis articulações, o Senado e, ironicamente, divide espaços e ambiência do mais alto escalão do Legislativo nacional, com nada menos do que um dos seus mais duros opositores (e conspiradores -sic), o atual candidato ao governo do estado do RJ e ex-prefeito da cidade de Nova Iguaçu, o Senador Lindberg Farias. A ética é ou não é "elástica", rapaziada?
    Bom domingo moçada...
P.S.: Quem seria o boi de pinha da vez (e da hora)? Porra estou atônito: acabaram de julgar (e condenar) em prazo record, cinco dias apenas, um esquizotímico a 35 anos de cadeia, sem trâmite jurisdicional e sem qualquer contraprova consignada aos autos processuais. Manda quem pode; obedece quem tem juízo, não é mesmo?!
    Mas como disse, "Tá tranquilo"! A Dilma vai se eleger...afinal, a ética precisa de nós e nós dela...o povão precisa de comer três vezes ao dia para garantir a formação das sinapses e se livrar da manipulação midiática...e assegurar o que Paulo Freire chamou de AUTONOMIA EM SUA "PEDAGOGIA DA ESPERANÇA".

Prof. Abisaí Leite (História - SEEDUC - RJ)
Colégio Castro Castro & Silva (SOMEC - Campus Grande)



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Brasil: um grande laboratório. Nós, as cobaias!



Brasil:  um grande laboratório. Nós, as cobaias!
     Senhores (as)
    Acredito que o Brasil se transformou numa espécie de laboratório, exatamente pelo hibridismo pairante na bias¹ do comportamento médio da sociedade brasileira. As elites nacionais deste rico país, vêm se apropriando de algumas variantes admitidas por determinados grupos, para pautarem temáticas polêmicas e, doravante, implantarem-nas em seus alicerces sociais e morais, em que pese algumas condutas já assimiladas porém de forma incompleta e/ou parcial em países considerados já "civilizados".
     Muitos destes "intelectuais" e moralistas brasileiros, de forma preconceituosa e irresponsável, lançam verdadeiras campanhas direcionadas a um público cada vez mais fronteiriço e, consequentemente, manipulável para reafirmarem suas premissas e convicções ... e as "experiências" que realizam não acontecem somente com relação ao comportamento homossexual/bissexual; ocorrem ainda com amostras em pesquisas eleitorais, leis em processo de tramitação em parlamentos mundo afora e mesmo mensurações de níveis de violações de gênero e volitividades humanas, que poderiam desaguar em tabulações sobre propensões observáveis, por exemplo em eventos terroristas.
     A coisa parece estar esquentando. O beijo [gay] de ontem (31/01/2014), entre os personagens Félix (Mateus Solano) e Nico (Thiago Fragoso), no último capítulo da novela Amor à Vida, da Rede Globo, foi um grande termômetro para testagens que ainda serão feitas. Nós, adeptos de uma abordagem mais, diria, funcionalista temos que permanecer atentos para que possamos evitar "desvios de conduta" na condução do processo ensino-aprendizagem, o qual  vimos nos ocupando, já que não temos maturidade emocional, espacial e política para lidar com uma atmosfera tão transversal assim, tendo em vista vivermos numa frágil democracia.
     O "povo", digo, o público não foi sequer consultado. Não me agrada a ideia de censura. Mas admitiria uma enquete direcionada por mediadores experimentados e profissionais, de maneira a evitar um choque emocional ou constrangimento. Demais, o Fagundes representou bem a postura patriarcal ainda muito presente entre nós.     
     Pessoalmente creio que o AMOR seja incondicional, em alguns momentos indescritível, noutros imprescindível.  AMOR SIM. OPORTUNISMO E MANIPULAÇÃO JAMAIS.
    Abisai I. F. Leite
    Professor de História SOMEC (Campus CG/RJ)
    Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro – SEEDUC-RJ
__________________________
    1.  Para o pesquisador e jornalista licenciado em Filosofia da USP (Universidade Federal de São Paulo),  João Lourenço de Araújo Fabiano,  estudioso de Filosofia da Mente e Transhumanismo / Membro fundador do Grupo de Filosofia Analítica da USP,  bias  constituem erros sistemáticos da cognição humana.