PARA
QUE DESESPERAR?
(escrito
em 1987)
Que
tanta morte é essa?
Que
tanta gente sem sorte!
P’ra
quê desesperar...desperta no bosque
Tome
um conhaque ou uma pinga no mel
Ou
siga o riacho, de balsa ou caiaque
Ou
pega essa trilha e saia da ilha.
Que
tanta pressa é essa?!
Que
tanta pança vazia!
P’ra
quê desesperar...esse chão é teu:
LUTE!
Dê
um chute nos golpes...tome um gole , mas não se mate [não te negues!]
Nem
se pegue em tentação.
Assombração
não existe!
O
que de certo tem, é a solidão.
Aquela
do fundo da mente... a que fere o coração:
A
ALMA!
Que
tanta falação!
Zumbidos
de fadiga...é o corpo que cansou;
É o
mundo que pariu
Mais
um órfão da preguiça...preguiça de pensar:
No
AMOR, não na vingança.
Na
SALVAÇÃO, não na matança.