Brasil: um grande laboratório. Nós, as cobaias!
Senhores (as)
Acredito que o Brasil se transformou numa
espécie de laboratório, exatamente pelo hibridismo pairante na bias¹ do comportamento médio da
sociedade brasileira. As elites nacionais deste rico país, vêm se apropriando
de algumas variantes admitidas por determinados grupos, para pautarem temáticas
polêmicas e, doravante, implantarem-nas em seus alicerces sociais e morais, em
que pese algumas condutas já assimiladas porém de forma incompleta e/ou parcial
em países considerados já "civilizados".
Muitos destes "intelectuais" e
moralistas brasileiros, de forma preconceituosa e irresponsável, lançam
verdadeiras campanhas direcionadas a um público cada vez mais fronteiriço e,
consequentemente, manipulável para reafirmarem suas premissas e convicções ... e
as "experiências" que realizam não acontecem somente com relação ao
comportamento homossexual/bissexual; ocorrem ainda com amostras em pesquisas
eleitorais, leis em processo de tramitação em parlamentos mundo afora e mesmo
mensurações de níveis de violações de gênero e volitividades humanas, que
poderiam desaguar em tabulações sobre propensões observáveis, por exemplo em
eventos terroristas.
A coisa parece estar esquentando. O beijo
[gay] de ontem (31/01/2014), entre os personagens Félix (Mateus Solano) e Nico
(Thiago Fragoso), no último capítulo da novela Amor à Vida, da Rede Globo, foi
um grande termômetro para testagens que ainda serão feitas. Nós, adeptos de uma
abordagem mais, diria, funcionalista temos que permanecer atentos para que
possamos evitar "desvios de conduta" na condução do processo
ensino-aprendizagem, o qual vimos nos
ocupando, já que não temos maturidade emocional, espacial e política para lidar
com uma atmosfera tão transversal assim, tendo em vista vivermos numa frágil
democracia.
O "povo", digo, o público não
foi sequer consultado. Não me agrada a ideia de censura. Mas admitiria uma
enquete direcionada por mediadores experimentados e profissionais, de maneira a
evitar um choque emocional ou constrangimento. Demais, o Fagundes representou
bem a postura patriarcal ainda muito presente entre nós.
Pessoalmente creio que o AMOR seja
incondicional, em alguns momentos indescritível, noutros imprescindível. AMOR SIM. OPORTUNISMO E MANIPULAÇÃO JAMAIS.
Abisai I. F. Leite
Professor de História SOMEC (Campus CG/RJ)
Secretaria
Estadual de Educação do Rio de Janeiro – SEEDUC-RJ
__________________________
__________________________
1. Para
o pesquisador e jornalista licenciado em Filosofia da USP (Universidade Federal
de São Paulo), João
Lourenço de Araújo Fabiano, estudioso de Filosofia da Mente e Transhumanismo / Membro fundador do Grupo de Filosofia Analítica da USP, bias constituem erros sistemáticos da cognição
humana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário