Mostra "Africanidade"

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CIEP 075 - Brizolão Jardim Cabuçu

Africanidade - Brizolão J. Cabuçu

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Prof. Bisa

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sábado, 30 de novembro de 2013

Sobre a Independência do Brasil

Sobre a nossa Independência (7/9/1822)
MINHA CASA, NOSSA REPÚBLICA.
SALVE O "GRITO" DOS EXCLUÍDOS QUE PASSA AO LARGO DO [GRITO] DO IPIRANGA... DEUS SEJA LOUVADO!
   De fato é preciso se fazer uma releitura do nosso Sete de Setembro: seu significado, seus simbolismos, os grupos envolvidos, e as diversas lutas provinciais que pleiteavam mudanças na condução política do Império naquele período. Não podemos esquecer que a dívida com a Inglaterra que Portugal repassou aos "brasileiros" de certa maneira até os dias atuais , estamos "simbolicamente pagando", do ponto de vista da moralidade, por exemplo.
   A corrupção no Brasil é um dos mais latentes reflexos daquela alegoria. Daqui a alguns meses comemorar-se-á o Quinze de Novembro: afinal quantas Republicas estavam presentes na mentalidade brasileira logo após o Sete de Setembro? Ainda hoje há quem diga que teria sido melhor manter-se a nobiliarquia imperial a proclamar a República. Enfim o Brasil jamais teria se tornado, na prática, independente, posto que por independência pressupõe autonomia jurídico-política e controle social sobre direitos sucessórios e patrimoniais.
   Tudo o que se fez a partir [e através] do poder central tivera sido OUTORGADO, sem participação do povo, na prática. Negaram a arraia miúda, por exemplo, o direito de adquirir terras (1850 - Lei de Terras) e mais tarde um pouco a Lei dos Entraves (1860). Por isso até os dias atuais o Brasil possui a maior concentração fundiária do planeta e a população "brasileira" não possui um imóvel assegurado pelos auspícios dos órgãos reguladores da distribuição imobiliária, rígida e secularmente controlada por uma plutocracia que não se compraz em ceder espaço à aquisição de registros de imóveis.
   Uma casa (registrada) para cada brasileiro simbolizaria a independência e a autonomia [cidadã] aos brasileiros, pois traçaria o percurso que forja a identidade e memória individual e coletiva da sociedade. Isto nos foi sumariamente negado pelo Poder Judiciário. Até quanto esperar?!
    Professor Abisaí Leite Licenciado em História
    Pós-graduado em História do Brasil (UCAM)

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