Sobre a nossa Independência (7/9/1822)
MINHA CASA, NOSSA REPÚBLICA.
SALVE O "GRITO" DOS EXCLUÍDOS QUE PASSA AO LARGO DO [GRITO] DO IPIRANGA...
DEUS SEJA LOUVADO!
De fato é preciso se fazer uma releitura do nosso Sete de Setembro: seu significado, seus simbolismos, os grupos envolvidos, e as diversas lutas provinciais que pleiteavam mudanças na condução política do Império naquele período.
Não podemos esquecer que a dívida com a Inglaterra que Portugal repassou aos "brasileiros" de certa maneira até os dias atuais , estamos "simbolicamente pagando", do ponto de vista da moralidade, por exemplo.
A corrupção no Brasil é um dos mais latentes reflexos daquela alegoria. Daqui a alguns meses comemorar-se-á o Quinze de Novembro: afinal quantas Republicas estavam presentes na mentalidade brasileira logo após o Sete de Setembro? Ainda hoje há quem diga que teria sido melhor manter-se a nobiliarquia imperial a proclamar a República.
Enfim o Brasil jamais teria se tornado, na prática, independente, posto que por independência pressupõe autonomia jurídico-política e controle social sobre direitos sucessórios e patrimoniais.
Tudo o que se fez a partir [e através] do poder central tivera sido OUTORGADO, sem participação do povo, na prática.
Negaram a arraia miúda, por exemplo, o direito de adquirir terras (1850 - Lei de Terras) e mais tarde um pouco a Lei dos Entraves (1860). Por isso até os dias atuais o Brasil possui a maior concentração fundiária do planeta e a população "brasileira" não possui um imóvel assegurado pelos auspícios dos órgãos reguladores da distribuição imobiliária, rígida e secularmente controlada por uma plutocracia que não se compraz em ceder espaço à aquisição de registros de imóveis.
Uma casa (registrada) para cada brasileiro simbolizaria a independência e a autonomia [cidadã] aos brasileiros, pois traçaria o percurso que forja a identidade e memória individual e coletiva da sociedade. Isto nos foi sumariamente negado pelo Poder Judiciário. Até quanto esperar?!
Professor Abisaí Leite
Licenciado em História
Pós-graduado em História do Brasil (UCAM)
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