Caríssimos amigos,
seríamos de fato Filhos de uma P...?!
A nossa "república" é
literalmente uma "puta"...vou explicar: a nossa "república" foi "implantada" por um grupo de
oligarcas de São Paulo (Republicanos Históricos) que eram, em sua a grande
maioria, constituídos de advogados e civis de outras profissões liberais. No
Rio de Janeiro, haviam uns "porras
loucas" como Silva Jardim,
que queriam a "guilhotina para o Conde D'deu", e viviam correndo atrás
dele para matá-lo (decepando-lhe a cabeça) a qualquer preço, talvez pelos
mesmos motivos que apontamos, considerado um mercenário mau-caráter pelos
franceses, sua pátria-mãe, que o "deserdara"
e renegara. Um bastardo, portanto, sobretudo durante a experiência socialista
que durara três meses, a Comuna de Paris; momento em que o nacionalismo francês se aflorou entre revolucionários, que lotaram a II Internacional Socialista. Voltando ao Brasil, veja bem, na ausência
de um "rei mau-caráter" e
odiado pelo povo, (o que não era o caso brasileiro, pois não havia uma antipatia
visceral contra o imperador D. Pedro II) dentre os quais uma burguesia
indignada e endinheirada, os "fulliers",
tal qual a França revelara no final do século XVIII.
Foi tão premeditado o golpe civil-militar,
que Mal. Deodoro da Fonseca (amigo pessoal do imperador) não era
"republicano"...havia tão somente uma aspiração entre os jovens
militares, que queriam manipular politicamente o processo e levar o Brasil à
"República", nem que fosse "para constar"...Por quê? não
havia, tal como na França, o elemento POVO, nos padrões vecejados pela classe
política. Precisaram "encarnar", (inventar!) mitos como "Tiradentes",
procurando uma alegoria que retratasse o espírito catolicista, levemente
desviado pelo termo (término) do "padroado", que rompera com a
Monarquia alguns anos antes, pela punição sofrida por alguns párocos ao
participarem de sociedades secretas como a Maçonaria ou por sustentarem ideias "liberais demais". Pois bem, queridos amigos, respondendo às nossas ilações
quanto a famigerada Justiça, nesta "república
que não foi", como diria Lima Barreto, que afirmara ainda que "não tínhamos povo; tínhamos público".
A
classe política e elites empresarias e cafeicultores (oligarquias da
"república do café", leia-se SP com leite em MG), eram os que "vomitavam", isto é, revelavam às
prostitutas (putas) toda sorte de tramoias e trapaças cometidas contra os interesses do incipiente Estado
republicano brasileiro; por isso mesmo o Brasil republicano fora forjado nesse
ambiente promíscuo e corrompido, sem que o povo de nada soubesse como eram
"arranjadas as negociatas"
em torno dos negócios, públicos (no caso do Brasil, privados).
Quer saber como andam as finanças reais da
burocracia de Estado no Brasil? procurem uma (hoje) garota de programa, bem paga, como as que exibem-se sob os holofotes das revistas e mídia em geral, como dançarinas e assistentes de palco de programas televisivos, ou as mocinhas boazinhas e joviais [não necessariamente nessa ordem] que
frequentam as festas tradicionalmente promovidas pela classe empresarial e/ou
elite artística e a seleta "gente de(a) "cultura" ou do dinheiro, pois são quem verdadeiramente conhecem os maiores "segredos"
e "confidências" dos "homens públicos". Estes são os que consideram o espaço público
tupiniquim como extensão dos "domínios”, tal como no período das
Capitanias Hereditárias. O preço cobrado pelas cafetinas é que é, decerto, "segredo de Estado". Os honorários são altos e devem estar à altura das funções que o executivo (homem de negócios) ocupa. O lado obscuro seria a contrapartida não cumprida (guardar-se o sigilo). Na maioria dos casos, o submundo vêm à baila: são as carnificinas e queimas-de-arquivos.
Em suma a nossa "república" (do termo res publica = coisa pública) não assumiu (nem criou) os seus filhos...somos filhos de P...misturados (governados) pela "canalha" (a classe política). Por isso, talvez, a corrupção é tão latente e quase generalizada. As ações políticas e projetos públicos, quase nunca são "permanentes" ou contínuos...tudo é improvisado posto que somos "híbridos demais" ... qualquer um de nós podemos trazer o DNA de uma “vagabunda” qualquer, por isso não podemos, para o senso comum, "confiar em quem quer que seja", pois TODOS SOMOS CULPADOS pelo fracasso individual e coletivamente cometidos.
Em suma a nossa "república" (do termo res publica = coisa pública) não assumiu (nem criou) os seus filhos...somos filhos de P...misturados (governados) pela "canalha" (a classe política). Por isso, talvez, a corrupção é tão latente e quase generalizada. As ações políticas e projetos públicos, quase nunca são "permanentes" ou contínuos...tudo é improvisado posto que somos "híbridos demais" ... qualquer um de nós podemos trazer o DNA de uma “vagabunda” qualquer, por isso não podemos, para o senso comum, "confiar em quem quer que seja", pois TODOS SOMOS CULPADOS pelo fracasso individual e coletivamente cometidos.
Não temos do que nos orgulhar, pois não
temos memória real. Não cultuamos a baiana Joana Angélica (a nossa Joana D'Arc)
como a França possui Joana D'Arc, os ingleses os seus reis e rainhas. E a
grande mídia reforça o tempo inteiro essa "culpa", através de um
noticiário e programação manipulados, impertinente e covardemente implacável,
dizendo, no fundo, que "não prestamos e que o nosso destino será a
desgraça e a maldição do inferno, tão propalado pela Cristandade"...um
bombardeio diário de início ao fim. Reiterando, somos, de fato, FDP...literal
do termo, e abandonados à própria sorte pela "república", a nossa verdadeira mãe. A impressão que tenho é
que invertemos, em grande medida, o que Sigmund Freud classificou de Complexo
de Édipo e Nelson Rodrigues compreendeu como "complexo de vira-latas". Cabe a nós desconstruirmos estes
mitos. Afinal nem todos somos Filho Da P... do contrário não seriamos HOMENS, mas
originários de outra espécie, pois o autor da novela da Amor à Vida não
inspiraria o personagem Félix que é a encanação do demônio...já pensaram numa
legião de Félix brasileiros?
Grande abraço e bom domingo!
Abisaí Leite - Prof. de História
Grande abraço e bom domingo!
Abisaí Leite - Prof. de História

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