Mostra "Africanidade"

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CIEP 075 - Brizolão Jardim Cabuçu

Africanidade - Brizolão J. Cabuçu

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Mensalão, a pirotecnia da década!

       


         Para o meu amigo e colega Bráulio Braulio Melo

         Minhas considerações finais sobre o "Mensalão" (não esgotemos ainda o embate. Apenas estou adiando para 2014, em razão das festas de fim de ano difícil para todos nós, professores). 

     Bem....
     Falaremos mais sobre o assunto "mensalão" em outra oportunidade. 2014 já está às portas...a pauta será extenuante e polêmica. Vamos ao que de fato interessa: Vivemos numa república pervertida, quiça sexualmente (já falamos sobre esse assunto alguma vez?! gostaria muito de conversar contigo sobre esse tema e não confundamos as coisas, caro colega. O mensalão foi posto numa pauta invertida, senão pervertida, já que somos manipulados por uma imprensa poderosa e esquizofrênica. Ela se apoderou do estado de demência porque passa o Poder Judiciário, tendo à frente um tértio (fantoche) de um grupo fascista que se aproveitou de um homem "fronteiriço" e com forte sentimento de culpa, por carregar as máculas do seu passado sôfrego e difícil com a incumbência de ver corrigidas injustiças cometidas contra os seus pares genealógicos. Paulo Freire diria em sua Pedagogia de Esperança, que "o ódio só se combate com amor, jamais com rancor". O exemplo pedagógico e o legado histórico do JB, teria sido decepcionante e paradoxal, em anuência aos principais teóricos da Educação e grandes humanistas brasileiros como Darcy Ribeiro, Josué de Castro ("o geógrafo da fome") e o próprio Paulo Freire, dada a necessidade de se "assegurar a segurança alimentar" para proteger a segurança jurídica, através de políticas públicas, em que pese o sentido estricto sensu do que significa AUTONOMIA. 
     A confrontação, a despeito do diapasão posto em relevo, perfaz matrizes sensivelmente pertinentes, posto que a Economia jurídica perfaz capítulo tangente às demandas URGENTES, que tramitam em diversas comarcas espalhadas no território nacional. Sem falar na energia "gasta" pelos brilhantes cérebros dos jurisconsultos brasileiros (e estrangeiros) que "tiveram de apreciar aquela insólita 'justa causa'", seja pelo destaque e pirotecnia em torno do assunto.
     O Judiciário nesse "processo infame" que foi a 470, não preconizou a tão propalada Pedagogia da Autonomia freireana, já aplicada em diversos países desenvolvidos, onde jamais tais proposituras poderiam ser, sequer, citadas. É preciso uma releitura da Declaração dos Direitos Humanos, exarada em 24 de outubro de 1945, na cidade de San Francisco, que chancelou princípios elementares da condução Direito ao contencioso e da autodeterminação dos povos e pessoas, suprimindo toda e qualquer forma de violações à defesa do elemento humano, seja em quaisquer instâncias de poder em que alojem. JB cedeu espaço às práticas que foram banidas naquele ano (1945), já que a ONU substituiu (suprimiu) exatamente a Liga das Nações, onde se evidenciou, em larga medida, liberdades humanas das defesas individuais, liberdades de expressão e demais estados de exceção, como os totalitarismos, os corporativismos e o genocídio em nome de uma Pax vulgarmente individualista e sectarista, como o foram o nazismo e o fascismo.
      Em suma, recomendaria como professor, que o nosso Judiciário seja "reeducado" e que se interprete a jurisprudência internacional, dado o ineditismo da referida Ação Penal, que vem considerando a Suprema Corte de Justiça do país como leniente e vulnerável, em que pese os preceitos proclamados pelo Estado de Direito Democrático, num país com instituições republicanas [recentemente] consolidadas, como no Brasil (hoje posto em dúvida pelos mais críticos). Para nós, humanistas, o Amor sempre vencerá o ódio! Fraternal abraço deste amante da democracia e "sophista" pelos parcos meios de subsistência.    
     Enalteço, aqui, para aproveitar a oportunidade em dialogar com tão estimado colega e amigo, o legado de um grande homem do século, que lutou por toda a vida pela cultura do amor e da Paz e desparecera há pouco, que foi Nelson Mandela. Que Joaquim Barbosa tenha serenidade, sensibilidade e destreza intelectual para apreciar, verdadeiramente, a biografia da liderança de quem lutou pelos Direitos Humanos e contra o racismo em seu país, a Africa do Sul.


Abisaí Leite 

Professor de História 
Pós-Graduado em História do Brasil (UCAM)
SEEDUC-RJ 
Colégio Castro e Silva - SOMEC (Campus Campo Grande - RJ)
www.uol.com.br


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